A tensa disputa eleitoral à presidência dos EUA

Em 2016, com o mundo marcado pela tensão do terrorismo e dos conflitos sociais, as eleições presidenciais nos EUA evidenciam o confronto entre Hillary Clinton, democrata, e Donald Trump, republicano, que apresentam projetos opostos de governo para a maior potêncial mundial. O pleito ocorre dia 08 de novembro, e a posse será em 20 de janeiro.

Trajetória e propostas

Donald Trump, nova-iorquino, tem 69 anos, nunca ocupou um cargo público e é dono de cassinos, hotéis e campos de golfe. De acordo com a Comissão de Eleição Federal, até abril Trump gastou US$ 49 milhões em sua campanha, sendo US$ 36 do próprio bolso.

Com discurso radical, pretende construir um muro na fronteira com o México para impedir que imigrantes entrem nos EUA. Promete, ainda, expulsar todos os imigrantes ilegais que vivem no país, cerca de 11 milhões de pessoas. Sua base econômica é a promessa do aumento de empregos.  Trump propõe cortar gastos com o governo, diminuir os impostos para todos e aumentá-los para quem não empregar preferencialmente americanos.

Hillary Clinton, nova-iorquina, 68 anos, já foi primeira-dama, senadora, e secretária de Estado dos EUA. Até abril desembolsou US$ 187 milhões para a disputa eleitoral. Se eleita, será a primeira mulher presidente dos EUA.

Com o discurso focado no bem estar social, pretende fazer uma grande reforma imigratória, com a integração e naturalização de imigrantes que trabalhem e contribuam para a economia do país. Para a economia, pretende aumentar o salário mínimo, oferecer benefícios fiscais para famílias endividadas e empresas que invistam na educação e formação técnica de seus profissionais, garantir salários iguais para homens e mulheres, etc.

Polêmicas

Líder das polêmicas nessas eleições, Trump já chamou imigrantes mexicanos de “criminosos, traficantes e estupradores” e sugeriu barrar a entrada de todos os mulçumanos nos EUA. Em fevereiro, David Duke, ex-líder da Ku Klux Klan (grupo que prega a supremacia da raça branca) declarou apoio a Trump, que pareceu não se incomodar. Além disso, recentemente sua esposa Melania Trump foi acusada de plagiar um discurso de Michele Obama em 2008, quando Barack Obama foi nomeado candidato à Casa Branca.

Em agosto, Hillary Clinton foi interrogada por uma comissão especial no Congresso, que investigava se ela era responsável pela morte de quarto americanos em missão diplomática na Líbia em 2012. Entre 2009 e 2013, quando secretária de Estado, Hillary dispensou o e-mail oficial e usou um servidor privado, colocando em risco as informações secretas dos EUA. O FBI, no entanto, não a indiciou, apesar de acusá-la de ser “extremamente negligente”.

O que está por vir

Na pesquisa mais recente sobre a intenção de votos dos americanos, realizada pelo The Wall Street Journal e a emissora “NBC”, Hillary Clinton aparece com 46%, contra 41% de Donald Trump. Com uma pequena diferença entre os candidatos, tudo pode mudar até as eleições. Caberá aos americanos decidir qual tipo de governo é mais adequado ao seu país, enquanto o mundo assiste e aguarda como as decisões do sucessor de Barack Obama vão influenciar o resto do planeta.

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