Dívida pública caiu 3,01% em abril, para R$ 2,79 trilhões, diz Tesouro

Endividamento público, em alta, havia chegado em março a R$ 2,88 trilhões.
Nesta semana, governo Temer divulgou medidas para conter gastos públicos.

A dívida pública brasileira, que inclui os endividamentos interno e externo do governo federal, caiu 3,01% em abril, para R$ 2,79 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta sexta-feira (27). Em março, o endividamento público havia registrado alta e chegado a R$ 2,88 trilhões.

A redução da dívida em abril se deve aos resgates de títulos públicos em valores superiores aos das emissões pelo governo.

Enquanto as emissões somaram R$ 52,74 bilhões, os resgates ficaram em R$ 161,33 bilhões, o que resultou em um resgate líquido (descontada as emissões) de R$ 108,60 bilhões.

Em abril, a apropriação de juros somou R$ 21,69 bilhões.

A expectativa do governo é que a dívida fique entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões no fim de 2016. A previsão está do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2016. Ao fim de 2015, ela era de R$ 2,79 trilhões.

Contenção de gastos
Na terça-feira (24), o presidente em exercício, Michel Temer, anunciou medidas para tentar conter o crescimento dos gastos públicos e retomar o crescimento da economia brasileira.

Entre as propostas está limitar o crescimento dos gastos públicos, em um ano, à taxa de inflação do ano anterior. A medida impede o crescimento real (acima da inflação) das despesas. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a proposta atingiria inclusive os orçamentos voltados para financiar ações nas áreas de saúde e educação no Brasil.

Outra ações são a devolução, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de pelo menos R$ 100 bilhões em recursos repassados pelo Tesouro Nacional nos últimos anos; a suspensão de novos subsídios; a extinção do fundo soberano; e o apoio ao um projeto que muda as regras para exploração do petróleo no pré-sal.

Não foi anunciado aumento de impostos nesse momento. Entretanto, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não descartou que isso seja feito no futuro.

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