Suspeito de envolvimento em estupro é liberado após depoimento à polícia

Homem, que não teve identidade divulgada, foi detido em operação da PM.
Depois de prestar depoimento na tarde deste sábado, ele foi liberado.
A Polícia Civil ouviu neste sábado (28) mais um homem suspeito de envolvimento no caso do estupro coletivo contra uma adolescente na Zona Oeste do Rio. Detido durante uma operação da Polícia Militar na comunidade São José Operário, na Praça Seca, ele foi levado para a Cidade da Polícia, de onde foi liberado após prestar depoimento. Outros dois suspeitos foram ouvidos na sexta-feira (27).

A assessoria da Polícia Civil disse não ter informações sobre o teor do depoimento dele. Conforme informou a GloboNews, a participação dele no caso não foi confirmada.

Esta foi a segunda vez que a Polícia Militar fez buscas na comunidade para a coleta de provas. De acordo com a corporação, durante a ação deste sábado foram recuperados três carros roubados e apreendidos 1.482 papelotes de cocaína e 2.179 porções de maconha, além de detido o suspeito que foi conduzido para esclarecimentos na Cidade da Polícia.

Na sexta,a  polícia localizou o imóvel onde a jovem teria sido vítima dos abusos na comunidade. No local a polícia apreendeu roupas e material usado para a endolação de drogas.

Polícia Civil encontra casa onde jovem sofreu violência sexual no Rio (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)
Polícia Civil encontra casa onde jovem sofreu violência sexual no Rio (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Neste sábado, a advogada da jovem disse que vai pedir a substituição do delegado que está investigando o caso, Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Segundo Eloísa Samy, durante o novo depoimento da jovem na noite de sexta (27), o delegado deixou a menor se sentindo acuada.

“Havia três homens no ambiente e o delegado, ainda por cima, fez a pergunta se ela tinha hábito de fazer sexo em grupo”, afirmou Eloísa. A advogada disse que a família da menina está com medo e que quer proteção policial. De acordo com ela, a secretaria de Assistência Social ainda não fez nenhum tipo de contato com a família da menor.

Em nota, a DRCI afirmou que a investigação é conduzida de forma técnica e imparcial e esclareceu que a investigação do caso tem sido feita de forma integrada pelas duas delegacias especializadas – DRCI e Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) – para realizar apuração do crime.

“A DRCI informou que durante a oitiva da vítima ela confirmou que sofreu o estupro e, lhe foi perguntado se tinha conhecimento que havia um outro vídeo sendo divulgado em mídias sociais em que ela apareceria mantendo relações sexuais com homens, conforme relato de uma testemunha. A vítima informou que desconhece o vídeo e que não é verdadeiro. A mãe da vítima acompanhou todo o depoimento, sendo que, em determinado momento, houve discordância entre a advogada e o desejo da mãe da vítima. Por esta razão a oitiva da mãe foi feita sem a presença da advogada”, diz a nota.

Fonte: G1

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